quarta-feira, 8 de outubro de 2008

PERDA DE TEMPO (parte 1ª/2)

— Isso é pura perda de tempo!
Quantas vezes ouvimos estas palavras no nosso cotidiano. Tempo perdido. Segundos, minutos, horas, dias... a meter-nos com coisas inúteis, como preencher volantes para o sorteio acumulado da mega-sena; ou com as inevitáveis, mas que nos são impostas ou exigidas, seja pela natureza, como o sono ou esperar a chuva passar, seja pela sociedade, como fazer visita sem avisar no horário nobre da novela, quando pinta aquele silêncio e fica todo mundo olhando para a telinha com cara de panaca; ou pelo governo, como o preenchimento anual da declaração do imposto de “renda”. Ou com as coisas que, aparentemente, só nos fazem mesmo é perder tempo, como brincar carnaval, quando todo mundo acha que não perde tempo porque o brasileiro gosta de sambar.
O tempo que passamos dormindo pode ser considerado definitivamente perdido, o que reduz em um terço, no mínimo, a duração de nossa vida, segundo recente estatística. Se o sujeito atinge sessenta anos, viveu quarenta; vinte, passou dormindo. Sem incluir as horas gastas para arrumar a cama. E os cinco primeiros anos, da infância, dos quais ninguém se lembra? (Se alguém falar que lembra, só se estiver fazendo regressão cronológica com o psicanalista.)
(continua na próxima postagem)

2 comentários:

Luciano disse...

Fiquei com vontade de ler o resto. Também gasto muito tempo com... perda de tempo! Abração.

Marlise disse...

Isto quando não olhamos para trás e chegamos à conclusão de que desperdiçamos parte de nossa vida...É pura perda de tempo!